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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Por uma educação que nos ensine a pensar e não a obedecer.

Na escola, nós aprendemos que a filosofia é a mãe de todas as ciências. Aprendemos sobre a importância da filosofia na formação do pensar humano em todas as vertentes, desde das questões sobre o homem e o universo, até discussões acerca do amor e da política. Dada a sua importância, deveríamos ter uma educação com viés filosófico. Ou seja, uma educação que buscasse desenvolver em nós um olhar crítico para o mundo que nos cerca e o nosso mundo interior. Entretanto, o que recebemos de forma contrária, é uma educação acrítica e completamente tecnicista, que tem como função primordial criar soldados bem treinados para o famoso “mercado de trabalho” ou em uma tradução livre – “campo de batalha do capitalismo selvagem”.

A polêmica reforma no ensino médio promovida recentemente pelo Governo Temer, para muitos – professores, inclusive – é de se temer, com o perdão do trocadilho. Uma mudança tão significativa na sociedade (já que a educação é ou pelo menos deveria ser vista como o principal vetor de transformação social) deveria passar por uma discussão mais profunda, com ampla participação dos principais interessados, estudantes e professores. O que não ocorreu em momento algum, mesmo sob fortes protestos dos excluídos da sua própria pauta, levando-nos, até mesmo, a pensar na nossa fragilidade democrática.

Mas o fato é que ela foi aprovada e está apta para entrar em prática. E, é bom que se diga, a educação de fato precisava de mudanças, transformações. Digo mais, não só no ensino médio, mas na educação como um todo. No entanto, essa reforma vai tornar a educação melhor em que sentido? No sentido filosófico ou tecnicista?

Não há problema em preparar os jovens para o mercado de trabalho, mas uma educação transformadora, vai muito além disso. Dessa maneira, por mais que a reforma no ensino médio torne a educação mais eficaz na preparação técnica dos jovens, sobretudo, por haver uma divisão do trabalho, digo, estudo em áreas do conhecimento específicas; ela apagará totalmente a brasa da esperança de uma educação crítica. Isso ocorrerá porque não há como pensar filosoficamente sem que todas as áreas do conhecimento possuam a mesma importância e valorização, sem interdisciplinaridade (a base no Enem), sem a provocação para o aluno e que a partir disso o levará ao aprofundamento de certa área ou certo saber que mais lhe apraz e o faz se sentir vivo enquanto sujeito individual e coletivo.

Ao subjugar alguns saberes, como filosofia, sociologia e história, mas não apenas estes, a um patamar de inferioridade em relação à língua portuguesa e inglês, por exemplo, a mensagem que o governo passa é de que o importante é saber fazer alguma coisa, isto é, aprender os “comos”, deixando de lados os “porquês”. Isso me lembra o mundo distópico de Fahrenheit 451 de Ray Bradbury, em que os livros e todo o pensamento crítico e poético incutido neles são queimados, a fim de haja a manutenção da ordem em uma sociedade tecnicista em que fazer perguntas é coisa de gente “maluca”.

Sendo assim, perdemos mais uma oportunidade de promover modificações realmente significativas na educação brasileira. E não adianta dizer que perguntas não ajudam ninguém a arrumar um trabalho, já que isso é uma constatação óbvia, afinal, o que o mercado quer são profissionais excelentes na arte de obedecer, sem jamais questionar. Mas o que você, caro ser “pensante”, não consegue perceber é quão necessárias são as perguntas para que se questione todas as problemáticas existentes na sociedade e, assim, se consiga combater os males na origem, ao invés de ficar comprando verdades como mentiras, como dizia Orwell.

Certa feita foi dito no cinema por um professor que palavras e ideias podem mudar o mundo. Bom, eu acredito nisso e, portanto, acredito em uma educação filosófica, em que todos os saberes e todas as ciências sejam importantes e utilizados na formação de mais do que estudantes, de indivíduos capazes de se perceberem enquanto agentes sociais imprescindíveis para que o mundo continue em uma rota evolutiva. Apesar disso, muitos continuarão acreditando que o que precisamos mesmo é de mais soldados capazes de manter o campo de batalha intacto, protegido e sem ataques. Assim, só me restam as palavras de Símon Bolívar, duras e mais do que nunca, verdadeiras, já que: “Um povo ignorante é o instrumento cego da sua própria destruição. ”

Por: Erick Morais Morais

terça-feira, 9 de maio de 2017

Pedagogia da Autonomia


Assim como o ato de cozinhar, supõe alguns saberes indispensáveis fundamentais de segurança para quem o executa, o ato de ensinar, numa perspectiva de prática libertadora e da pedagogia da autonomia, exige também saberes indispensáveis a todo(a) educador(a) crítico. À partir desta metáfora, presente nos ensinamentos Freireano, é essencial a reflexão e a assertiva de que os saberes se confirmam, se ampliam e se modificam e para que isso ocorra, é requerido do educador(a), independente do viés ideológico de sua formação e atuação pedagógicas, vigilância permanente sobre sua prática pedagógica, a práxis, a ação transformadora que à partir de um exercício permanente, toma como ponto de partida a noção de que todos aprendem com todos e que o professor não é detentor do conhecimento, que há um universo a ser descoberto por todos. Não existe docência sem discência. O professor aprende enquanto ensina, não apenas pode mas deve aprender com os alunos. De igual maneira, os alunos devem ser levados a um processo de busca para serem sujeitos do seu próprio conhecimento. Não são meros expectadores, mas, sujeitos de permanente busca pelo conhecimento. As várias inteligências a que são portadores os estudantes, devem estar na agenda dos professores em sinergia com a amorosidade da docência, sem lançar mão da rigorosidade técnico-científica. Não é pedagógica uma relação em que os alunos sentem medo do professor. O discurso neoliberal prega uma educação para o treino de alunos de modo a que sejam moldados para atender a lógica do mercado. Neste caminho, a individualidade, a competição e da lógica que leva as pessoas a se desumanizarem. Ao contrário, de uma prática antipedagógica, violenta, é por meio do diálogo, da curiosidade dos alunos e da abertura do professor para a possibilidade de aprendizagem desses, é que será possível a existência de saberes para ambos no processo educativo, o que exige também a consciência do inacabamento.

Por: Cecilia Sousa Figueira - Obra: Pedagogia da Autonomia: Saberes Necessários à Prática Educativa do Professor Paulo Freire

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Google lança o AutoDraw, uma ferramenta de desenho rápido online.





Se você tem dificuldades para desenhar e as pessoas ao seu redor tem dificuldades para entender o que você está tentando desenhar, o Google, lança o AutoDraw, um serviço web que “adivinha” o que você estava tentando desenhar e te apresenta versões finalizadas daquele esboço.

Quer conferir? Acesse o link e se divirta.
 https://www.autodraw.com/

Fonte: diariogetuliense.com.br